As aventuras da Fräulein Zimmermann


WEIHNACHTEN

Gente!!

 

É natal! Meu primeiro com neve! É tão bonito (e tão frio...)

Fiquei um tempão sem escrever, mas eu estava bem ocupada mesmo.

Agora eu escrevo para desejar a todos um ÓTIMO NATAL E QUE 2010 SEJA UM ANO ILUMINADO!

Estou muito feliz, pois não vou passar nem o natal nem o reveillón sozinha!

 

Deixem eu falar um pouquinho do Christkindlmarkt aqui de Salzburg. Esse é o mercado de natal da cidade. Na Alemanha, esse tipo de mercado é mais conhecido como Weihnachtsmarkt. Esses mercados ficam ao ar livre. São montadas várias barraquinhas uma ao lado da outra. Nos dias mais movimentados é quase impossível se movimentar no meio do povo.

 

Então... Esse mercado foi aberto no fim de novembro e ficará aberto até o dia 26. Lá há muitas coisas fofíssimas pra comprar, além dos docinhos de natal mais deliciosos, Mandel (nozes, que no inverno são servidas quentes cobertas com uma camada de um açúcar cristalizado) e, é claro, Glühwein (parece o quentão brasileiro, mas não é tão doce).

 

O que há lá pra comprar é geralmente caro, mas a qualidade dos produtos é muito boa. Há presépios, bolinhas de vidro pintadas a mão para enfeitar árvores, bonequinhos de decoração e por aí vai.

 

Algumas fotos para vocês saberem como é lindo esse mercado. Dá vontade de comprar muita coisa.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E algumas fotos de NEVE!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E uma foto da Nati!

 

 

 

 

 

 

 

 

E a Nati vai se arrumar porque amanhã é dia 24 e vou viajar para o Tirol passar o Natal com os brasileiros mais gente boa de Kitzbühel (só pra fazer uma média...)

 

BOAS FESTAS A TODOS,

Até mais,

Beijos,

Natalia

=D

 

 



Escrito por Natalia às 19h53
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FÜSSEN - 2ª PARTE

CONTINUAÇÃO:

Agora que eu contei a lenda de Lohengrin posso dizer o que significa “Neuschwanstein”: “novo cisne de pedra”, em homenagem ao cisne que guia Lohengrin em sua missão. As paredes do palácio estão cobertas com imagens desta e de outras lendas, como a de Tristão e Isolda. As imagens desta estão situadas no quarto do rei e representavam a semelhança da vida amorosa do rei com a do casal Tristão e Isolda, ou seja, uma mer*!

 

 

Eu gostaria muito de descrever as salas do palácio, mas são muitas e daria muito texto para vocês lerem. Quem estiver interessado pode acessar este link do site oficial do castelo Neuschwanstein: http://www.neuschwanstein.de

Algumas fotos do castelo para vocês darem uma olhada:

  

 

 

 Quarto do Rei Ludwig II

 

E cadê a Nati nesse castelo?

 

Bom, sobre o percurso...

IDA: Salzburg – Munique – Füssen

Na ida a Munique, o trem estava cheio de gente destinada para onde?

Isso mesmo!! Oktoberfest! Muitas pessoinhas em suas roupas típicas, alguns meio tchucos, já. Imaginem como as pessoas estavam na volta.

 

Volta: Füssen – Munique – Salzburg

Nossa, enquanto eu esperava podre pelo trem em Füssen, comi uma pizza turca. Gente, como esse negócio é bom! A pizza vem dobrada, não como um calzone, mas como um cilindro mesmo. Os temperos eram muito bons, tinha carne (eu dou pulos toda vez que eu como carne) e a fome tava grande. Quem me conhece com fome pode imaginar o meu humor antes da pizza...

Depois da pizza, então satisfeita, chegou o trem, eu felizinha da vida, o dia tinha sido lindo, agora era só tirar os tênis, levantar os pés e mimir.

Então a Kely, querida, fala:

“A gente tem que trocar de trem duas vezes até Munique e depois mais uma vez entre Munique e Salzburg.”

“Heeeeein?”

“Sim, e reza para o trem não atrasar. Na segunda troca de trem, a gente vai ter 3 minutos para chegar na outra plataforma e pegar o outro trem. Se a gente perder o trem, vamos fazer outro Fahrplan e ao invés de levar quatro horas, a gente pode chegar amanhã em Salzburg.”

“Beleeeza!!”

Chegamos na tal parada pontualmente, na plataforma 2.

“E agora Kely?”

“Três minutos para estarmos na plataforma 7”

Neste momento, tive e enorme necessidade de parafrasear minha querida e sábia amiga Jana:

“CORRE NEGADA!”

As duas pareciam loucas. Parecia cena de filme, em que pessoas desesperadas vão ao encontro da salvação e tudo corre em câmera lenta.

E então? Deu certo?

Sim!! Trocamos de trem, depois fomos a Munique, e voltamos com vários bebuns para Salzburg cantando felizes e saudosos, pois era o último dia de Oktober.

 

Gente, já está bem tarde, a Nati vai mimir.

Levei um bom tempo escrevendo isso para vocês. Espero que gostem. Para mim foi um prazer! E obrigada mais uma vez pelos comentários fofos!

;**

 



Escrito por Natalia às 23h05
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FÜSSEN - 1ª PARTE

Como eu sabia que alguém ia pedir pra falar o que eu comi na Oktober, aí vai. Foi um apfelstrudel quentinho, cuja massa foi uma das melhores que eu já comi, banhado com um creme de baunilha. Combinação perfeita, só de lembrar já dá água na boca!

Pronto, contei!

A agora, novidades nada novas...

Estive no dia 10 em um lindíssimo castelo, denominado Neuschwanstein (a pronúncia é Nóichvanchtáin), na cidade de Füssen, a 2 horas de trem de Munique, sul da Alemanha.

Para vocês terem noção, este castelo é tão bonito, que foi nele que se basearam para construir o castelo da Cinderela na Disney.

Quem idealizou e mandou erguer o palácio de Neuschwanstein foi o Rei Ludwig II, entre 1869 e 1886. A localização do palácio foi escolhida pelo rei, que considerava o local “um dos mais belos que se poderiam encontrar...”

Este rei tinha uma obsessão: a de criar um reino santo pela graça de Deus, que fosse idêntico aos dos contos fantásticos. E não mediu esforços para isso, sendo incansável até o dia de sua morte, em busca da perfeição. Além deste castelo, outros 3 foram construídos durante seu reinado: Hohenschwangau, Linderhof e Herrenchiemse. Os palácios reais são verdadeiras obras de arte. Muitos consideravam-no louco por suas atitudes e ele foi destronado, pouco antes de sua morte, em 1886, por ser considerado incapaz de reinar. Sua morte foi misteriosa: apareceu morto às margens do lago Starnberg, localizado próximo ao castelo.

 

Rei Ludwig II, em seu retrato mais famoso, então aos 21 anos

  

O CASTELO

Possui um edifício residencial de cinco andares, cujos aposentos ostentam cenários baseados nas obras do compositor Richard Wagner, tornando-o um verdadeiro castelo medieval em estilo romântico. As personagens, os heróis e as lendas alemãs da Idade Média renascem ali de maneira esplendorosa.

 

 

 

 

Richard Wagner tornou-se um verdadeiro ídolo para Ludwig II, após este ter assistido a uma representação do drama musical Lohengrin no Teatro da Corte. A partir de então, Ludwig II passou a dar total apoio ao compositor. E para quem gosta de histórias medievais, uma boa leitura é a lenda de Lohengrin. Em 1848, Richard Wagner adaptou a lenda em sua popular ópera Lohengrin, considerada a versão da história mais conhecida atualmente. Descreverei um breve resumo da história:

“Lohengrin era um cavaleiro da Távola Redonda, membro da Ordem do Graal e como membro desta ordem, precisava cumprir missões secretas defendendo reinos desprotegidos.

Foi enviado a uma missão, em um barco guiado por um cisne, para defender a princesa Elsa da falsa acusação de ter matado seu irmão mais novo que havia desaparecido. Seu irmão era herdeiro do ducado de Brabante e ela era acusada de tê-lo matado com o intuito de subtituir seu falecido pai, o duque de Brabante, no comando do reino.

Tendo salvado a princesa, Lohengrin concordou em se casar com Elsa sob uma condição: que ela nunca perguntaria seu nome ou sua origem. De acordo com a interpretação de Wagner, o Santo Graal forneceu ao Cavaleiro do Cisne – Lohengrin - poderes místicos que só poderiam ser mantidos se sua natureza permanecesse em segredo, justificando o perigo da quebra do tabu da pergunta sobre seu nome e sua origem. Mas Elsa, persuadida por Ortrud, uma feiticeira, rompeu o pacto com seu marido, fazendo-lhe as perguntas proibidas. O cavaleiro então anunciou diante de todos sua verdadeira identidade: Lohengrin, cavaleiro do Santo Graal, filho do rei Parsifal. Revelou também que foi enviado pelo cálice, mas que era hora de retornar, tendo aparecido somente para provar a inocência de Elsa.

Para a tristeza de Elsa, o cisne reapareceu, indicando a ida de Lohengrin. Antes de partir, Lohengrin orou pela volta do irmão de Elsa, Gottfried, ainda desaparecido. O cisne desapareceu nas águas e reapareceu na forma do jovem Gottfried, que havia sido transformado em um animal por um feitiço de Ortrud.

Um pombo, então, apareceu do céu e assumindo o lugar do cisne, guiou Lohengrin de volta para o castelo do Santo Graal.”

Ah!! E todos viveram felizes para sempre!

THE END...

 

Bom, esse foi “o resumo”!

 

Preciso continuar em outra postagem, pois ultrapasei o nº de caracteres...



Escrito por Natalia às 23h03
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PROST!!

Oi de novo!

 

Vou deixar de contar as coisas em ordem cronológica. Eu ia contar sobre a minha visita à Fortaleza de Salzburg, mas vou contar sobre a Rupertikirtag e sobre a OKTOBERFEST de Munique.

Mas primeiro eu preciso apresentar alguém a vocês.

Estava eu, em minha segunda semana aqui, conversando com o doutor na calçada, vendo as flores de alcachofra, quando uma moça vem em nossa direção.

“Vocês são brasileiros?”

“Sim.”

“Ah, eu preciso muito conversar com alguém em português!”

Beleza, começamos a conversar, os três, e, depois, saímos as duas juntas, para dar uma volta na cidade. O nome dela é Kely e, provavelmente, vocês lerão muitas vezes esse nome no blog.

Digam “oi Kely!”

 

 

 

 

 

Fomos juntas ao Rupertikirtag. A festa parece uma mini Oktoberfest de Salzburg. Muitos homens com Lederhosen e muitas mulheres com Dinrdl, as roupas típicas da Bavária. E muito chopp, é claro. A festa aconteceu em quatro praças interligadas da cidade que são muito famosas: Residenzplatz, Domplatz, Kapitelplatz e Mozartplatz.

Kely com chopp e eu com... suco de maçã!

 

 

 

 

 

Nas “Oktoberfests” daqui o povo bebe, mas bebe mesmo!! Eles só começam a dançar quando estão muito bêbados, bem diferente da Oktober de Blumenau, em que todo mundo dança. Mas aqui tem muito mais gente com as roupas típicas em relação a Blumenau e aqui eles falam em alemão, o que deixa a festa mais autêntica! E as pessoas sabem as músicas de cor.

“Ein Prosit, ein Prosit, der Gemütlichkeit”. Quando toca essa música, as pessoas sobem nos bancos em que estavam sentadas e começam a cantar bem alto, com os copos de chopp para o alto ou batendo palmas.

Eu queria muito ter alguma foto com alguém que estivesse com traje típico. Pedi a um senhor se eu podia tirar uma foto com ele. Bebadaço! Olhem o resultado:

 

 

 

 

 

Também filmei um pouco a festa, mas preciso treinar melhor as filmagens. Ficou tudo tremido. Eu não estava bêbada! Acho que eu tomei uns três goles de chopp e a cada gole, uma careta...

Para quem quiser ver a filmagem, está na página http://mais.uol.com.br/view/jf21cjshy6po/kupertikirtag-0402386CD0A14366?types=A

Comi nessa festa um Palatschinken mit Kinderschocolad e (panqueca com chocolate do kinder ovo derretido) que foi uma das coisas mais gostosas que eu comi aqui até hoje! Muito, muito bom! Ju, Eu prometo que dessa vez eu faço panqueca pra você e com esse chocolate!

Falei de chocolate de novo, né??

A festa durou 5 dias, de 23 a 27 de setembro. Acho que eu fui três vezes. No último dia teve fogos de artifício. Filmei o estouro dos fogos. Para quem não tiver tempo ou paciência de ver o filme todo, veja de 3 minutos em diante porque é a parte mais bonita.

Bom... Não consegui publicar ainda o vídeo dos fogos.

Depois desse ensaio, que foi a Kupertikirtag, fui com a Kely, o Leandro (um amigo dela) e o Thomas (um cara do Couchsurfing de Salzburg), para a Oktoberfest de Munique! Fomos no sábado passado, dia 26/09.

A viagem de Salzburg a Munique leva 2h20 de trem. Nós compramos o Bayern Ticket, que custa 28 euros e pode ser usado por até 5 pessoas. Esse ticket é válido para o dia inteiro e para toda a região da Bavária. Ou seja, a viagem de ida e volta custou 7 euros para cada um. Sete euros para ir a Oktoberfest é um bom investimento, hein?

Foi minha 1ª viagem de trem!

 

 

 

 

A Oktober acontece no parque Theresienwiese, que é enorme! A 1ª edição ocorreu para celebrar o casamento do príncipe Ludwig I e Theresie. Hoje, é, sem dúvida algum, a maior festa folclórica da Alemanha.

Olhem quanta gente! São 6 milhões de pessoas por semana!

 

 

 

A festa acabou ontem, dia 03 de outubro. Eu entendo porque eles preferem fazer a festa em setembro. A mudança de temperatura é grande de setembro para outubro (já está frio) e as roupas típicas não esquentam nada.

Achei uma pena não termos conseguido entrar em nenhum Zettel (galpão). Há filas enormes para entrar nos galpões. Quando o galpão está lotado, deve-se esperar algumas pessoas saírem para que o mesmo número de pessoas possa entrar. E isso leva horas, porque, uma vez que o povo consegue entrar, não quer mais sair. Ficamos quase uma hora na fila, que ficou parada, então desistimos e fomos passear. Há parque de diversões, várias barraquinhas com muitos tipos de Bretzels e Wurst (salsicha). Eu inclusive achei uma barraquinha da família.

 

 

 

 

 

E para variar, não vou falar do que eu comi, senão tem gente que vai reclamar. Não tinha chocolate!

E tem muita gente que se passa. Normal, pois, cada caneco de chopp que se compra tem 1 litro e as pessoas começam a beber às 9h (sim, da manhã!). Levei uma cabeçada de um bêbado que quase me fez cair.

A Kely, incrivelmente encontrou, ao acaso, todas as amigas brasileiras possíveis e imagináveis no meio daquele povo todo.

Olha a gente aí!

 

As pessoas que trabalham na festa são voluntárias. Os canecos de cerveja são distribuídos por mulheres que levam uns 10 canecos de cada vez e saem gritando no meio do povo pedindo espaço. Elas servem apenas as pessoas que estão sentadas nas mesas espalhadas ao redor dos galpões, mas conseguir sentar não é nada fácil.

 Dá-lhe chopp!

 

 

 

 

 

Essa festa cansa! E depois ainda tivemos que pegar o trem da volta, com um monte de bêbados, cantando alto, BEM ALTO, até Salzburg. Mesmo assim eu cochilei, de tão cansada. Quando cheguei em Salzburg, vim a pé para casa, pois o meu ap fica a 10 minutos da estação ferroviária, caminhando. E a cidade é realmente segura, dá para caminhar à noite. Beleza, hein?

Caí na cama e não contei até 2 para dormir.



Escrito por Natalia às 23h21
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Suíça + Liechtenstein!!

Depois de 2 reclamações de pessoas muito importantes pela demora em blogar, aqui estou eu de novo!

     

Então, gente... Na semana passada passei rapidamente pela Suíça e por Liechtenstein.

Não tenho muito a falar da Suíça, pois fiquei pouco tempo, mas eu posso falar de uma coisa, e a Suzuki vai me perdoar... Eu preciso falar do chocolate suíço! É impossível não falar! É simplesmente muito bom!

Eu passei a noite num hotel muito bonitinho, rústico, à beira de um lago que é frequentemente visitado por turistas. Quando eu cheguei no hotel, era noite, eu estava cansada e caí na cama. Antes de dormir, porém, comecei a ouvir músicas que vinham de algum lugar ali perto. Abri as cortinas, olhei pela janela e vi um galpão montado, com pessoas comendo, distribuídas em várias mesas e em algum lugar lá dentro devia haver uma banda tradicional.

GENTE!! Eram as mesmas músicas da Oktoberfest! Eu comecei a rir sozinha, e cantar junto “Jetzt geht’s los, jetzt geht’s los”

Uhull!!

Deixem-me aproveitar e dar uma forcinha para o meu amiguinho, o Muri, que é um dos maiores especialistas em Oktoberfest. Aceitem o convite para irem à Oktober e, quem não quiser, tudo bem, perdeu! Quem for, aproveite por mim!

Ah, se alguém quiser dar uma passadinha lá em casa e dar um abraço nos meus pais é bem-vindo, né pai?

Bom, continuando com a história... No dia seguinte, na hora do Frühstück, uma senhora perguntou o que eu gostaria de beber.

“Vocês têm chocolate quente?”

“Sim, você quer?”

E como eu queria! Primeiro, comi uma porção de iogurte com granola, depois preparei um pãozinho com presunto e queijo suíço, que comi acompanhado de um delicioso chocolate quentinho suíço! Aquela senhora trouxe para mim uma bandeja com leite quente e dois envelopes de chocolate em pó, para preparar o chocolate quente. Um dos envelopes eu usei para preparar aquele e o outro está aqui em casa, para quando eu quiser de novo.

E que delícia! Bem cremoso e concentrado, ótimo para começar o dia. Pelo que eu soube, não tem para comprar aqui na Áustria, se eu voltar à Suíça, vou comprar uma caixa e vou levar para o Brasil.

Depois do Frühstück, fui dar uma volta ao redor do lago que fica ao lado do hotel. Muito lindo! Cheio de patinhos de várias cores e com uma água tão limpa, que torna possível ver os peixes a uma distância incrível.

 

 

Olhem que fofo o patinho!

Depois, a caminho de Liechtenstein, parei em uma cidade chamada Bad Ragaz, com cerca de 5 mil habitantes, conhecida por suas águas termais e por seus curandeiros. Estes trabalham em hotéis, para a comodidade dos visitantes.

Muitas pessoas que estão se reabilitando de alguma doença procuram a cidade para beber a água nas fontes ou para se banharem nesta água. Lá, há um hotel 5 estrelas, o Grand Resort Bad Ragaz. Lindíssimo! Neste hotel, brotam águas termais que são distribuídas em 3 piscinas, duas que permanecem a 28º e uma que permanece a 34º. O tempo máximo recomendado de permanência nas piscinas é de 20 minutos, devido ao conteúdo mineral e à temperatura das águas.

 Olhem uma foto muito mal tirada de uma das piscinas. Era proibido fotografar, tive que ser rápida.

 

Além das piscinas, este Resort possui várias saunas, com temperaturas e umidade do ar regulada. Há uma que conta, inclusive, com pequenos cristais de sal e outra que possui ervas. Para quem quiser relaxar, há sessões de massagem e também há uma academia para os hóspedes.

No lado de fora do hotel há um lindo jardim e há um carro lindo e maravilhoso esculpido a laser em um bloco enorme de mármore!

 

 

 Os hóspedes pagam verdadeiras fortunas para passar um pernoite no hotel e o pagamento deve ser feito em dinheiro. Uma caipirinha nesse resort custa, se eu me lembro bem, 15 euros. Caipirinha é um drinque bem caro aqui na Europa. Eu bem que poderia ganhar dinheiro com isso, né?

Bom, depois segui para Liechtenstein, onde visitei a capital, Vaduz.

Liechtenstein é um principado que fica entre a Áustria e a Suíça. Imaginem vocês que esse principado é muito populoso, pois já tem a população de Timbó, 34 mil habitantes! Juro!

Em Vaduz, eu visitei uma igreja onde eu vi aqueles livrinhos de canto para missa e naqueles livros, além da letra da música, também são colocadas as notas musicais para o acompanhamento.

 

 

  

Mais tarde, visitei o Marktplatz, uma praça cheia de lojinhas e lanchonetes. Comprei chocolate (hmmm!!!) e cartões postais.

Adorei as lojas! Lá, as vaquinhas têm sininho de verdade no pescoço, para que o camponês saiba onde elas estão, já que elas ficam soltas em pastos grandes. Eles vendem esses sininhos em miniatura. Achei tão fofos!

 

Alguém aí já ouviu falar dos canivetes e relógios suíços?

 

Enquanto estava na praça, vi uma plaquinha, indicando o caminho para um castelo. Castelo, castelo! Adoro!

Peguei a trilha. E que trilha gente! Acho que eu me perdi umas três vezes e desastrada do jeito que eu sou, consegui dar uma canelada num metal que tinha em algum lugar e fiquei com dor por um bom tempo. Quando eu pensava “essa é a última curva” vinham mais três. Pensei em desistir algumas vezes, mas daí não tem graça, né?

 

 Enfim, cheguei ao castelo do príncipe de Liechtenstein (lembram que é um principado?). É fechado para visitação!!!

 

 

 Pelo menos minhas perninhas estão mais fortes! E fotografei do lado de fora. Morta de cansada, a espertinha tem que descer ainda e adivinhem! Perco-me e desvio uma boa parte do caminho. Volto e chego na praça novamente. Estou tão suada que sou obrigada a comprar outra blusa, pois só tinha aquela ainda. Comprei uma blusinha em que está escrito Liechtenstein!

Saio da loja, vou a uma lanchonete e peço um copão de ovomaltine gelado.

 

 Quando termino de beber, começa uma leve garoa e eu parto para casa.

Nossa!!! Eu ia esquecer a foto mais legal! Olhem o ímã que estava exposto numa das lojas:



Escrito por Natalia às 20h23
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Ah, então você fala espanhol!

Primeiramente, eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que têm prestigiado e elogiado meu blog! Fico muito feliz!

 

Pois então gente. Acho que meu blog, coitado, está um pouquinho desatualizado. Estamos no dia 12/09 e eu escrevi só até sobre a quinta-feira da semana passada. Mas os dias estão bem corridos, então vou sintetizar um pouco as coisas.

Bom, a sexta-feira da semana passada não teve nada de muito especial. Eu fui a um supermercado de ônibus para comprar algumas coisas e esqueci parte do dinheiro em casa. Muito espertinha eu.

No sábado eu fui ao Mirabellgarten (jardim Mirabell). Visitei um museu barroco de lá, o qual possui obras dos séculos XVII e XVIII, quase todas esboços para pinturas e murais de altares. Estranhamente, enquanto eu via as obras de arte eu passei tão mal que tive que sair do museu, vocês acreditam? Parecia que alguém apertava meu estômago com toda a força e que eu iria vomitar. Quando eu saí da área de exposições, melhorei rapidinho. Estranho, né?

Abaixo, foto da entrada do tal museu:

 

Quando saí do museu, uma senhora californiana veio perguntar-me o nome do castelo que fica ali. Eu disse “desculpe-me, mas não sei". Despedimo-nos e cada uma continuou o seu caminho. Em 5 minutos lembrei o nome do castelo. Bem óbvio, na verdade, Castelo Mirabell, ou Mirabellschloss. Procurei-a, mas ela já não estava ali. Que pena.

Abaixo, foto do jardim Mirabell, com o castelo Mirabell ao fundo.

Mais tarde encontrei três idosos que discutiam sobre como iriam fotografar o lugar. Perguntei a eles se gostariam de uma foto juntos e eles ficaram super felizes. Depois de fotografá-los, eles me fotografaram também.

Então eu vi a senhora da Califórnia de novo e corri até ela. Falei o nome do castelo e começamos a conversar.

“De onde você é?”

“Do Brasil.”

“Que legal! Então você espanhol!”

Por que as pessoas acham que, no Brasil, se fala espanhol? A moça sentada ao meu lado no avião achava isso, a recepcionista do hotel em que eu fiquei a 1ª noite também, e agora essa mulher?

Eu vou colocar um cartaz no meio da cidade com a seguinte frase:

“NO BRASIL FALA-SE PORTUGUÊS E A CAPITAL NÃO É SÃO PAULO”

Aiii! Que desabafo, gente...

Continuando, eu sei que em 2 minutos eu virei guia turística dessa senhora em Salzburg. Sério! E eu só estava na cidade há 4 dias.

Mostrei a ela o centro, a casa onde viveu Mozart e um hotel que faz uma torta de chocolate famosíssima (hotel Sacher). Depois atravessamos a ponte, mas do outro lado eu não conheço quase nada e voltamos em seguida.

Enquanto caminhávamos, ela fez um interrogatório sobre a minha vida e eu nem sei o nome da mulher. Bom, voltamos ao Mirabellgarten e perguntei se poderíamos ter uma fotografia juntas. Ela consentiu e eu pedi a um grupo de jovens se alguém poderia nos fotografar. Depois da foto, deixei-a no museu que eu havia visitado naquela mesma tarde e perguntei se ela conseguiria ir sozinha à estação de trem. Ela agradeceu, despediu-se de mim e eu voltei para casa.

Nossa foto juntas:

 

 

 

 

 

No domingo, resolvi sair para correr ao lado do rio Salzach, onde há muitos ciclistas e pessoas correndo, aproveitando o fim do verão. Equipei-me toda com MP3, roupa apropriada e, claro, a máquina fotográfica. Enquanto ouvia as músicas do MP3 que o meu irmão me emprestou para a viagem (já que o meu morreu), corria sorridente entre os turistas da cidade.

Quando passei por um casal de turistas, a mulher, pensando que eu fosse daqui, virou para o marido e disse em português:

“Olhe que pernas brancas ela tem!”

Gente, como eu estava ouvindo música e correndo, até cair a ficha eu já estava longe e não sabia quem tinha falado, senão eu juro que teria voltado e dito:

“Sério?”

Mas fazer o que... voltei para o ap rindo sozinha.



Escrito por nathy_zib às 18h44
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"Caixa azul?"

O despertador toca às 8h. Tenho uma lista para cumprir hoje. Enquanto me arrumo, ouço um barulho no corredor, parece que há algum funcionário limpando o chão. Saio do apartamento e a faxineira está saindo. “Bitte!” (por favor). Ela olha para trás e vem em minha direção. Pergunto se fala inglês, mas a resposta é não. Então falo que gostaria de ter roupa de cama. Ela diz que a moça que cuida disso chegará em uma hora. “Quando a moça chegar, eu falo para ela ir ao seu quarto”. Volto para o ap. Espero mais de uma hora e nada. Resolvo sair novamente e vejo a mesma faxineira de antes saindo do elevador. Ela diz-me que a outra moça só virá à tarde, e completa dizendo que ela mesma pegará a roupa de cama pra mim. “AEEEEEEEE!!!”

Eu a sigo e depois de uns cinco minutos tenho dois jogos de roupa de cama brancos e cheirosos!

Voltando à lista... O primeiro item é voltar ao apartamento da moça responsável pelas informações da moradia. Infelizmente, ela não está. Quando dou meia volta, eis que surge uma luz no fim do corredor, alguém se aproxima e aponta para a porta. Eu pergunto se ela mora ali e ela confirma. Que felicidade! Pergunto se ela fala inglês e ela confirma novamente. Ótimo! Digo que sou nova na moradia. Ela pergunta se me deram a caixa azul.

“Caixa azul?”

“Isso, a caixa em que estão a louça, travesseiro, cobertor...”

Gente, isso existe!

Ela está com pressa e pede para que eu volte duas horas mais tarde. Pergunto onde devo colocar o lixo. Ela diz que vai àquela direção, então vamos juntas. Ela mostra as lixeiras, a caixa de correio e a lavanderia.

“Eu posso lavar roupa aqui?”

“Você precisa de uma chave, que deve ser pega na matriz”.

 Bom, missão para a semana que vem. Depois vejo onde fica a caixa de correios e nos despedimos. Na volta, ao passar em frente a umas portas que eu não tinha notado, ouço o som de um saxofone. Entro na sala ao lado que está vazia e vejo uma cadeira e um suporte para partituras. Descubro que essas salas servem especialmente para os estudantes tocarem seus instrumentos. Ainda bem que eu trouxe meu violão!

A explicação para isso é que muitos aqui estudam música. Há na cidade uma universidade de música, a Universität Mozarteum, em que o aluno é graduado em um instrumento específico, como violão, piano, etc. Achei o máximo!

Abaixo, fotografia de parte da universidade, vista pelo jardim Mirabell.

 

 

Depois de falar com a tal moça, pego minha mala para cumprir a 2ª tarefa, abri-la. Vou à loja onde comprei o adaptador de tomadas e peço ao senhor que me atendeu no dia anterior que, por favor, tente abri-la à força. E ele consegue! Por isso virei sua fã (acho que os 0,02 que eu joguei na fonte devem ter ajudado). E ele nem cobra por isso, muito querido. Levo a mala para casa e saio novamente.

Terceira tarefa do dia: descobrir como ir de ônibus até a clínica. Caminho até a estação principal de trem, que é o ponto final de todos os ônibus. A caminhada leva apenas 15 minutos do apartamento. Lá eu compro um cartão com o qual eu posso pegar ônibus quantas vezes eu quiser por um mês. Pego um ônibus que acho que para na rua da clínica. Peço a uma senhora com gestos como o cartão funciona e ela me mostra. Depois ela pergunta onde eu gostaria de ir. Ai, como dizer isso... pego o dicionário na bolsa para dizer que só estou conhecendo o local. Treffen é usado para conhecer pessoas, não lugares, então mostro no mapa a rua a qual gostaria de ir. Ela levanta em um salto e diz que estou completamente errada. No fim entendo que estou saindo da cidade. “Mesmo?” Não sei o que fazer, ela pede para que eu desça do ônibus com ela. Todos me olham, o ônibus pára, não sei se saio ou se fico. Que fazer? Resolvo ficar, pois no fim, o ônibus voltará para a estação. Ele volta, e depois segue para o centro. O mesmo ônibus faz duas rotas diferentes.

Depois de passear de ônibus, paro na Mirabellplatz (praça Mirabell), onde ocorre todas as quintas-feiras o Donnerstag Markt (feira da quinta-feira). Vejo várias pessoas comendo linguiças com mostarda e outros temperos sem pão, nem arroz, só linguiça. Tem linguiça grande, pequena, vermelha, alaranjada, marrom. Eu não como, já que meu estômago é meio chato com novidades. Compro apenas um vidro de pepino e vou pra casa almoçar.   

Abaixo, foto da feira na Mirabellplatz.

 

Volto para o ap, e ao chegar há uma caixa azul em frente à minha porta. Vou correndo, abro a porta, trago a caixa e, quando eu a abro, há tudo o que a moça falou. Pratos, copos, xícaras, talheres, uma panela, travesseiro e cobertor. Almoço um sanduíche com pepino, pra variar e depois guardo a louça nos armários da cozinha, faço a minha cama e guardo a minha roupa. Já tenho quase tudo.

 

 

E depois durmo!! Ai, que canseira, minha gente.

Acordo e vou para a quarta missão do dia: comprar um cabo para ter acesso à internet. Ai, pergunto a umas dez pessoas, sem brincadeira, até achar uma loja que venda esses cabos. Quando chego em casa e coloco o cabo: consigo conectar! Falo com várias pessoinhas e crio este blog.

Que dia proveitoso esse dia, hein?

 Mas preciso dormir de novo. Estou “podrérrima”. Tomo um bom banho e agora posso dormir de pijama e com a cama feita.

Zzzzzzzzz...



Escrito por nathy_zib às 15h55
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2º dia!

Adivinhem com que roupa eu dormi (minhas malas continuam no aeroporto). Às sete horas do dia seguinte acordo com o despertador da TV e levanto-me. Como e levo minha bagagem de mão ao apartamento onde vou morar. Depois volto ao hotel, pois marquei com o médico de ele vir me buscar às 9h para irmos ao aeroporto pegar minhas malas.

Já no aeroporto, ele fala com as funcionárias e minhas malas são entregues a ele. Depois saímos e passamos em frente ao hangar do dono da Red Bull (o cara é de Salzburg!). Sim ele tem um hangar. E sabem por quê? Para abrigar os aviõezinhos de sua coleção. Ele tem desde os mais simples a caças usados em guerras, todos pintados com o símbolo da Red Bull. Os aviões permanecem dentro de duas abóbadas gigantes que parecem meias-luas feitas em mosaico de vidro. E é aberto à visitação. Esse é um lugar que eu realmente gostaria de visitar.

Depois continuamos, vamos à clínica onde pegamos alguns (muitos) artigos para eu ler. No caminho, passamos em frente ao castelo em que foi filmado o filme “A noviça rebelde”. Achei o máximo, a fachada permanece igual após décadas da filmagem. Assisti ao filme no mês passado feito uma criança assistindo à “Pequena Sereia”. Chegamos na clínica e de lá trazemos uma TV e... papel higiênico para o meu apartamento.  

Despedimo-nos ao chegarmos em meu novo lar e somente iremos nos rever na segunda-feira, pois ele viaja naquela tarde para a Suíça. Então tenho todos esses dias para me ajeitar. E começo pelas malas. Ao tentar abrir a primeira, o segredo simplesmente não faz com que se abra. Tudo bem, calma. De novo, de novo e de novo. Canso de tentar e passo para a próxima, que se abre num instante e em alguns segundos meu apartamento está cheio de granola! O salto de um sapato furou o pacote de 1 Kg que eu trouxe e minha bagagem ficou recheada com granola de maçã com canela. Que delícia!

Beleza. Arrumo tudo, limpo. De vez em quando acho ainda um pouco de granola. Tem até no banheiro! E volto para a primeira mala. Tento de tudo, já que não abre com a senha, tento desde a combinação 000 até a 999, mas nada.

Como dizia minha bizavó: Que fazer? Minha resposta: compras!! Compro água, leite, peru fatiado, achocolatado, café solúvel, pão, bananas, maçã (2 Kg de maçã por 1,99 euro!) e uma xícara. Os preços não são muito diferentes em reais do Brasil. O mais caro foi o Nescafé (eu não estou fazendo propaganda).

E na hora de pagar, meus queridos, que estresse. Estou num mercado pequeno, com o carrinho cheio, uma fila grande atrás de mim, então a mulher pergunta se eu preciso de sacola. “Nein”. Eu tenho a que a Jana me deu! Mas é tanta coisa que preciso comprar duas sacolas (paga-se por cada sacola usada). Mas eu só me dou conta disso enquanto uma  senhora passa no caixa, então eu tenho que interromper a pobre porque senão ninguém mais onde colocar suas compras. Depois de interromper e demorar a achar minha carteira para pagar os 0,44 referentes às sacolas, estou livre! Uhull!

Chego em casa com braços muito mais musculosos depois de carregar uns 10 Kg de compras. Então saio de novo e compro adaptadores para a tomada (o senhor que me vendeu os adaptadores é meu novo ídolo, logo vocês saberão por quê).

Volto pra casa e quero muito comer! Então, cadê os talheres, pratos, tudo? Que eu saiba, nessas moradias estudantis há essas coisas. Vou falar com a responsável. Bato na porta do seu apartamento. Ninguém atende, mas eu sei que há alguém lá dentro, pois ouço umas risadas, depois uns gemidos e depois dou o fora. Como vou me virar sem louça, roupa de cama e etc., antes de conseguir falar com alguém daqui?

Saio de novo, compro um cartão telefônico pra avisar meu pai que a mala não abre. Acho uma cabine telefônica, mas ela não aceita cartão, apenas moedas. Pergunto a uma senhora onde há uma cabine telefônica que aceite o cartão e ela aponta em direção à cabine de onde vim. Fomos nós duas até lá para ela me mostrar, mas ela se surpreendeu. Nada de cartões.

Pergunto a, pelo menos, dez pessoas onde há uma cabine telefônica. Metade são turistas e a outra metade é daqui mesmo, mas não faz a menor idéia. Atravesso a ponte e, quando eu percebo que a sexta cabine telefônica que encontro também não aceita cartão, recorro às moedas mesmo. Ligo pra mamis e depois volto.

Na volta, passo pela praça Mirabell (lindíssima) e vejo que há moedas numa fonte. Uma fonte dos desejos!! Peguei uma moeda de 0,02 e pedi que minha mala abrisse (abaixo, foto da fonte).

 

 

Depois fui ao mercado de novo e compro um talher, uma tesoura, na verdade. Com a tesoura eu posso abrir embalagens e misturar o Nesquik. Tá ótimo! Mas para usar a tesoura, eu preciso cortar uma porcaria de um lacre! Como conseguem complicar tanto? Então corto o lacre com meu alicate de cutícula (tadinho dele).

 

 

Tomo Nesquik e como um sanduíche. Como melhora o meu humor depois de comer! Ai, ai... vamos à mala de novo. Tento de novo do 000 ao 999 e nada!! Eu dou risada sozinha. É nessa mala que está a minha roupa! Na outra só havia sapatos, livros, granola uma única blusa amarela e etc.

Tomo banho e me seco com a milagreira toalha da minha bagagem de mão que minha súper mãe deu-me para tomar o banho que não foi tomado em SP. Depois disso ponho a blusinha amarela com um shorts preto perdido da mala da granola e capoto em minha caminha sem lençóis nem travesseiro.

Até amanhã!



Escrito por nathy_zib às 12h29
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Cheguei!!

Enquanto o avião aterrissa no aeroporto de Salzburg, a primeira visão que tenho é a da fortaleza que nomeia a cidade – Salzburg significa fortaleza de sal. Sua vista é inquietante e demonstra todo o esplendor da cidade em sua primeira vista.

Desço do avião e observo em volta. Observo os Alpes por um momento e percebo que realizo um sonho que há muito já tenho. Depois de me perder em pensamentos, olho para o relógio. Devo ter pressa, já são 18h30 e gostaria de chegar em meu destino antes de o sol se por.

Dirijo-me à esteira para pegar minhas malas, mas elas não aparecem. Então procuro uma funcionária que pede vários dados meus e diz-me que quando souber onde ficarei, eles as enviarão. Tudo bem... sem malas então.

Vou a uma cabine telefônica para ligar para o Brasil e avisar que cheguei bem. Preciso de um cartão. Peço a um taxista onde poderia comprar um cartão telefônico. Ele diz que há uma loja dentro do aeroporto que vende. Vou até lá e peço à vendedora, mas ela tem apenas cartão para celular.

O que faço então? Estou sem malas e sem comunicação. Falo ao taxista numa mistura de inglês com alemão que gostaria de ir à moradia estudantil da qual o médico falou. Onze euros do aeroporto até lá. Entro, vou à recepção, mas não há uma só pessoa para me receber. O estranho é que uma placa informa o horário de funcionamento até as 20h.

Falo com umas moças que moram ali, elas me indicam que um moço que saberia me informar estava saindo do prédio naquele momento. Pergunto a ele sobre minha reserva. “Que reserva?”, diz ele, “você é da organização ‘sei lá eu o nome’?”. E eu “han? Não!”

Bom, enfim. Em minha primeira noite hospedei-me em um hotel que fica perto dessa moradia. Nossa, coitada da recepcionista. Como eu perturbei essa moça. Acho que desci 5 vezes para falar com ela.

Fiquei no quarto 48 do Hotel Markus Sittikus. Tentei ligar para casa. Nada. Fui falar com a recepcionista. “Não consigo ligar”. Ela me explica calmamente como fazer a ligação para o Brasil. Volto ao quarto, tento de novo e nada. Desço e falo com ela. Então ela lembra-se de que justamente nesta semana tanto a internet quanto o telefone de alguns quartos não funcionarão porque estes estão em reforma. Vixe, comecei bem!

Ligo da recepção mesmo. Falo com meu pai e peço que entre em contato com o médico avisando que cheguei. Uma hora depois, quem bate na porta do meu quarto? O médico! Fico tão feliz a ponto de lhe dar um abraço como se fosse um velho amigo fazendo aniversário. Ele me diz que tem a chave do apartamento em que vou ficar. Vamos até lá e fico impressionada. O apartamento é ótimo. Mas, já que paguei o pernoite (droga!), fico no hotel. Tomo um bom banho, e como eu precisava de um. Depois vejo na TV filmes dublados em alemão (imaginem vocês Nicolas Cage falando alemão).

Pego no sono pouco depois das 22h, estou bem cansada. E vamos a mais um dia.

Na foto abaixo estamos meu companheiro de quarto e eu em minha primeira noite na cidade.

 

 



Escrito por nathy_zib às 16h38
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Começando...

Oi a todos!!

Bom gente, é o seguinte... Já expliquei para algumas pessoas porque resolvi fazer um blog. Agora que estou longe, gostaria de dar notícias a todo mundo, então achei esta a maneira mais prática. Como estou cansada hoje, serei breve.

Sejam todos muito bem-vindos e agora vamos às notícias.

Vamos começar pela viagem de avião, é claro. Como eu nunca havia viajado em um avião, eu estava bem ansiosa. Eu só viajaria por praticamente um dia inteiro e faria conexões no maior aeroporto do Brasil (Guarulhos) e depois num dos maiores do mundo (Frankfurt).

Pra quem ainda não pegou avião, aí vai uma dica. Desligue seu celular antes de decolagem. Estava euzinha sentada na janela, com 2 pessoas entre o corredor e eu e tive que pedir à aeromoça pra pegar meu celular na minha bolsa para eu desligá-lo. Falei que a minha bolsa era azul e a coitada abriu a mala da minha vizinha... Depois de desculpas e tudo o mais, estava eu com meu celular desligado. Sei lá por que pedem para desligar o celular, mas vai que o avião exploda...

Quando o primeiro avião decolava em Florianópolis, minhas mãos estavam geladas, o coração acelerado, meu estômago revirado. Enquanto aumentava de velocidade eu pensava “agora ele sobe, agora ele sobe”, mas como demorou a subir aquele negócio! E então subiu, e uma pressão enorme fez a minha cabeça doer, até ele atingir certa altura e eu me recompus.

Como é linda Florianópolis do alto (esqueci a câmera dentro da bolsa de mão e eu não iria pedir pra aeromoça pegá-la por motivos óbvios). O dia estava ensolarado, o que em muito ajudou a tornar a vista magnífica.

Em certa parte da viagem eu comecei a ver uns bolsões de areia no mar e pensei “que estranho, no meio do oceano tem tanta areia assim?”. Eram nuvens...

O pouso foi mais tranquilo que a decolagem, às 14:45, exatamente uma hora após a decolagem. Em Guarulhos eu tive 7 horas entre um voo e o seguinte, o que me deu uma boa folga para conhecer o aeroporto. Levei minha bagagem ao guarda-volumes e de lá fui ver onde eu pegaria o próximo avião. Tive que atravessar o aeroporto e adivinhem, perdi-me pela 1ª vez nessa história toda. Depois de pedir informações e de andar um monte, achei-me de novo. Para descrever o aeroporto, eu diria que se parece com um shopping gigante e caro (um sanduíche natural e um Toddynho custaram-me apenas 14 reais).

Ah, e nem pense em tomar um banho no aeroporto, pois custa apenas 31 reais.

Na hora de imprimir minha passagem, a moça perguntou sobre minha bagagem. Respondi que seria despachada diretamente para o destino. Ela discordou, dizendo-me que eu deveria despachá-la novamente. Que beleza!!! Como vou achar minha bagagem e despachá-la se faltam 2 horas para o voo? Mas ela tinha se enganado (graças a Deus!).

E vamos a mais um voo. Boeing 777. Avião muito bonito e segundo a aeromoça, um dos mais modernos existentes (fiquei feliz por poder ver filmes, um deles chamado “Garotas do calendário” muito bom).

Sentei-me entre duas alemãs - estranhamente parecidas comigo. Ajudei uma delas traduzindo algumas palavras, que, por sorte, eu sabia. Este voo foi super cansativo. 12 horas sem poder deitar, praticamente não dormi. Fui uma das únicas (talvez a única) pessoas que riam durante a viagem. Minha vizinha da direita assistiu ao filme “Recém Chegada”, que tem umas partes muito engraçadas e não abriu um sorrisinho.

Tive a sorte de ter uma crise de rinite no meio da noite. Eu peguei cerca de 40 lenços de papel (sim, eu contei!) no banheiro e usei todinhos. Os outros passageiros devem ter ficado com medo de pegar a gripe A.

Depois de muito espirrar, cheguei em Frankfurt. Peguei minha bagagem de mão e saí. Resolvi fotografar o aeroporto de cima da escada de desembarque. Um homem me chamou lá de baixo e depois eu soube porquê. Umas 40 pessoas esperavam-me em um ônibus para irmos sei lá onde. Tudo bem, fiquei sem a fotografia. Sei lá onde era o lugar das conexões.

Quando chegou a hora de tirar o notebook da bolsa de mão eu não conseguia tirá-lo. Tive que tirar tudo, desde toalha a calcinhas, até conseguir tirar a bagaça do fundo da mala (outro conselho, não entupa sua bagagem de mão).

O último avião foi o que me deixou mais receosa. O avião era feio, coitadinho, de uma tal Tyrolean Airlines. Estava chovendo na hora da decolagem, mas o voo foi bom. Serviram-me um wafer de chocolate que parece Ferrero Rocher em barra! Aquele negócio é muito bom. Guardei a embalagem no bolso para talvez levar alguns pro Brasil.

Depois de uma hora de voo cheguei em Salzburg.

E o resto fica pra depois. Tenho muita coisa pra contar ainda. Estou cansada e com fome.

Beijos a todos!!

 



Escrito por nathy_zib às 12h50
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