As aventuras da Fräulein Zimmermann


FÜSSEN - 2ª PARTE

CONTINUAÇÃO:

Agora que eu contei a lenda de Lohengrin posso dizer o que significa “Neuschwanstein”: “novo cisne de pedra”, em homenagem ao cisne que guia Lohengrin em sua missão. As paredes do palácio estão cobertas com imagens desta e de outras lendas, como a de Tristão e Isolda. As imagens desta estão situadas no quarto do rei e representavam a semelhança da vida amorosa do rei com a do casal Tristão e Isolda, ou seja, uma mer*!

 

 

Eu gostaria muito de descrever as salas do palácio, mas são muitas e daria muito texto para vocês lerem. Quem estiver interessado pode acessar este link do site oficial do castelo Neuschwanstein: http://www.neuschwanstein.de

Algumas fotos do castelo para vocês darem uma olhada:

  

 

 

 Quarto do Rei Ludwig II

 

E cadê a Nati nesse castelo?

 

Bom, sobre o percurso...

IDA: Salzburg – Munique – Füssen

Na ida a Munique, o trem estava cheio de gente destinada para onde?

Isso mesmo!! Oktoberfest! Muitas pessoinhas em suas roupas típicas, alguns meio tchucos, já. Imaginem como as pessoas estavam na volta.

 

Volta: Füssen – Munique – Salzburg

Nossa, enquanto eu esperava podre pelo trem em Füssen, comi uma pizza turca. Gente, como esse negócio é bom! A pizza vem dobrada, não como um calzone, mas como um cilindro mesmo. Os temperos eram muito bons, tinha carne (eu dou pulos toda vez que eu como carne) e a fome tava grande. Quem me conhece com fome pode imaginar o meu humor antes da pizza...

Depois da pizza, então satisfeita, chegou o trem, eu felizinha da vida, o dia tinha sido lindo, agora era só tirar os tênis, levantar os pés e mimir.

Então a Kely, querida, fala:

“A gente tem que trocar de trem duas vezes até Munique e depois mais uma vez entre Munique e Salzburg.”

“Heeeeein?”

“Sim, e reza para o trem não atrasar. Na segunda troca de trem, a gente vai ter 3 minutos para chegar na outra plataforma e pegar o outro trem. Se a gente perder o trem, vamos fazer outro Fahrplan e ao invés de levar quatro horas, a gente pode chegar amanhã em Salzburg.”

“Beleeeza!!”

Chegamos na tal parada pontualmente, na plataforma 2.

“E agora Kely?”

“Três minutos para estarmos na plataforma 7”

Neste momento, tive e enorme necessidade de parafrasear minha querida e sábia amiga Jana:

“CORRE NEGADA!”

As duas pareciam loucas. Parecia cena de filme, em que pessoas desesperadas vão ao encontro da salvação e tudo corre em câmera lenta.

E então? Deu certo?

Sim!! Trocamos de trem, depois fomos a Munique, e voltamos com vários bebuns para Salzburg cantando felizes e saudosos, pois era o último dia de Oktober.

 

Gente, já está bem tarde, a Nati vai mimir.

Levei um bom tempo escrevendo isso para vocês. Espero que gostem. Para mim foi um prazer! E obrigada mais uma vez pelos comentários fofos!

;**

 



Escrito por Natalia às 23h05
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FÜSSEN - 1ª PARTE

Como eu sabia que alguém ia pedir pra falar o que eu comi na Oktober, aí vai. Foi um apfelstrudel quentinho, cuja massa foi uma das melhores que eu já comi, banhado com um creme de baunilha. Combinação perfeita, só de lembrar já dá água na boca!

Pronto, contei!

A agora, novidades nada novas...

Estive no dia 10 em um lindíssimo castelo, denominado Neuschwanstein (a pronúncia é Nóichvanchtáin), na cidade de Füssen, a 2 horas de trem de Munique, sul da Alemanha.

Para vocês terem noção, este castelo é tão bonito, que foi nele que se basearam para construir o castelo da Cinderela na Disney.

Quem idealizou e mandou erguer o palácio de Neuschwanstein foi o Rei Ludwig II, entre 1869 e 1886. A localização do palácio foi escolhida pelo rei, que considerava o local “um dos mais belos que se poderiam encontrar...”

Este rei tinha uma obsessão: a de criar um reino santo pela graça de Deus, que fosse idêntico aos dos contos fantásticos. E não mediu esforços para isso, sendo incansável até o dia de sua morte, em busca da perfeição. Além deste castelo, outros 3 foram construídos durante seu reinado: Hohenschwangau, Linderhof e Herrenchiemse. Os palácios reais são verdadeiras obras de arte. Muitos consideravam-no louco por suas atitudes e ele foi destronado, pouco antes de sua morte, em 1886, por ser considerado incapaz de reinar. Sua morte foi misteriosa: apareceu morto às margens do lago Starnberg, localizado próximo ao castelo.

 

Rei Ludwig II, em seu retrato mais famoso, então aos 21 anos

  

O CASTELO

Possui um edifício residencial de cinco andares, cujos aposentos ostentam cenários baseados nas obras do compositor Richard Wagner, tornando-o um verdadeiro castelo medieval em estilo romântico. As personagens, os heróis e as lendas alemãs da Idade Média renascem ali de maneira esplendorosa.

 

 

 

 

Richard Wagner tornou-se um verdadeiro ídolo para Ludwig II, após este ter assistido a uma representação do drama musical Lohengrin no Teatro da Corte. A partir de então, Ludwig II passou a dar total apoio ao compositor. E para quem gosta de histórias medievais, uma boa leitura é a lenda de Lohengrin. Em 1848, Richard Wagner adaptou a lenda em sua popular ópera Lohengrin, considerada a versão da história mais conhecida atualmente. Descreverei um breve resumo da história:

“Lohengrin era um cavaleiro da Távola Redonda, membro da Ordem do Graal e como membro desta ordem, precisava cumprir missões secretas defendendo reinos desprotegidos.

Foi enviado a uma missão, em um barco guiado por um cisne, para defender a princesa Elsa da falsa acusação de ter matado seu irmão mais novo que havia desaparecido. Seu irmão era herdeiro do ducado de Brabante e ela era acusada de tê-lo matado com o intuito de subtituir seu falecido pai, o duque de Brabante, no comando do reino.

Tendo salvado a princesa, Lohengrin concordou em se casar com Elsa sob uma condição: que ela nunca perguntaria seu nome ou sua origem. De acordo com a interpretação de Wagner, o Santo Graal forneceu ao Cavaleiro do Cisne – Lohengrin - poderes místicos que só poderiam ser mantidos se sua natureza permanecesse em segredo, justificando o perigo da quebra do tabu da pergunta sobre seu nome e sua origem. Mas Elsa, persuadida por Ortrud, uma feiticeira, rompeu o pacto com seu marido, fazendo-lhe as perguntas proibidas. O cavaleiro então anunciou diante de todos sua verdadeira identidade: Lohengrin, cavaleiro do Santo Graal, filho do rei Parsifal. Revelou também que foi enviado pelo cálice, mas que era hora de retornar, tendo aparecido somente para provar a inocência de Elsa.

Para a tristeza de Elsa, o cisne reapareceu, indicando a ida de Lohengrin. Antes de partir, Lohengrin orou pela volta do irmão de Elsa, Gottfried, ainda desaparecido. O cisne desapareceu nas águas e reapareceu na forma do jovem Gottfried, que havia sido transformado em um animal por um feitiço de Ortrud.

Um pombo, então, apareceu do céu e assumindo o lugar do cisne, guiou Lohengrin de volta para o castelo do Santo Graal.”

Ah!! E todos viveram felizes para sempre!

THE END...

 

Bom, esse foi “o resumo”!

 

Preciso continuar em outra postagem, pois ultrapasei o nº de caracteres...



Escrito por Natalia às 23h03
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