As aventuras da Fräulein Zimmermann


2º dia!

Adivinhem com que roupa eu dormi (minhas malas continuam no aeroporto). Às sete horas do dia seguinte acordo com o despertador da TV e levanto-me. Como e levo minha bagagem de mão ao apartamento onde vou morar. Depois volto ao hotel, pois marquei com o médico de ele vir me buscar às 9h para irmos ao aeroporto pegar minhas malas.

Já no aeroporto, ele fala com as funcionárias e minhas malas são entregues a ele. Depois saímos e passamos em frente ao hangar do dono da Red Bull (o cara é de Salzburg!). Sim ele tem um hangar. E sabem por quê? Para abrigar os aviõezinhos de sua coleção. Ele tem desde os mais simples a caças usados em guerras, todos pintados com o símbolo da Red Bull. Os aviões permanecem dentro de duas abóbadas gigantes que parecem meias-luas feitas em mosaico de vidro. E é aberto à visitação. Esse é um lugar que eu realmente gostaria de visitar.

Depois continuamos, vamos à clínica onde pegamos alguns (muitos) artigos para eu ler. No caminho, passamos em frente ao castelo em que foi filmado o filme “A noviça rebelde”. Achei o máximo, a fachada permanece igual após décadas da filmagem. Assisti ao filme no mês passado feito uma criança assistindo à “Pequena Sereia”. Chegamos na clínica e de lá trazemos uma TV e... papel higiênico para o meu apartamento.  

Despedimo-nos ao chegarmos em meu novo lar e somente iremos nos rever na segunda-feira, pois ele viaja naquela tarde para a Suíça. Então tenho todos esses dias para me ajeitar. E começo pelas malas. Ao tentar abrir a primeira, o segredo simplesmente não faz com que se abra. Tudo bem, calma. De novo, de novo e de novo. Canso de tentar e passo para a próxima, que se abre num instante e em alguns segundos meu apartamento está cheio de granola! O salto de um sapato furou o pacote de 1 Kg que eu trouxe e minha bagagem ficou recheada com granola de maçã com canela. Que delícia!

Beleza. Arrumo tudo, limpo. De vez em quando acho ainda um pouco de granola. Tem até no banheiro! E volto para a primeira mala. Tento de tudo, já que não abre com a senha, tento desde a combinação 000 até a 999, mas nada.

Como dizia minha bizavó: Que fazer? Minha resposta: compras!! Compro água, leite, peru fatiado, achocolatado, café solúvel, pão, bananas, maçã (2 Kg de maçã por 1,99 euro!) e uma xícara. Os preços não são muito diferentes em reais do Brasil. O mais caro foi o Nescafé (eu não estou fazendo propaganda).

E na hora de pagar, meus queridos, que estresse. Estou num mercado pequeno, com o carrinho cheio, uma fila grande atrás de mim, então a mulher pergunta se eu preciso de sacola. “Nein”. Eu tenho a que a Jana me deu! Mas é tanta coisa que preciso comprar duas sacolas (paga-se por cada sacola usada). Mas eu só me dou conta disso enquanto uma  senhora passa no caixa, então eu tenho que interromper a pobre porque senão ninguém mais onde colocar suas compras. Depois de interromper e demorar a achar minha carteira para pagar os 0,44 referentes às sacolas, estou livre! Uhull!

Chego em casa com braços muito mais musculosos depois de carregar uns 10 Kg de compras. Então saio de novo e compro adaptadores para a tomada (o senhor que me vendeu os adaptadores é meu novo ídolo, logo vocês saberão por quê).

Volto pra casa e quero muito comer! Então, cadê os talheres, pratos, tudo? Que eu saiba, nessas moradias estudantis há essas coisas. Vou falar com a responsável. Bato na porta do seu apartamento. Ninguém atende, mas eu sei que há alguém lá dentro, pois ouço umas risadas, depois uns gemidos e depois dou o fora. Como vou me virar sem louça, roupa de cama e etc., antes de conseguir falar com alguém daqui?

Saio de novo, compro um cartão telefônico pra avisar meu pai que a mala não abre. Acho uma cabine telefônica, mas ela não aceita cartão, apenas moedas. Pergunto a uma senhora onde há uma cabine telefônica que aceite o cartão e ela aponta em direção à cabine de onde vim. Fomos nós duas até lá para ela me mostrar, mas ela se surpreendeu. Nada de cartões.

Pergunto a, pelo menos, dez pessoas onde há uma cabine telefônica. Metade são turistas e a outra metade é daqui mesmo, mas não faz a menor idéia. Atravesso a ponte e, quando eu percebo que a sexta cabine telefônica que encontro também não aceita cartão, recorro às moedas mesmo. Ligo pra mamis e depois volto.

Na volta, passo pela praça Mirabell (lindíssima) e vejo que há moedas numa fonte. Uma fonte dos desejos!! Peguei uma moeda de 0,02 e pedi que minha mala abrisse (abaixo, foto da fonte).

 

 

Depois fui ao mercado de novo e compro um talher, uma tesoura, na verdade. Com a tesoura eu posso abrir embalagens e misturar o Nesquik. Tá ótimo! Mas para usar a tesoura, eu preciso cortar uma porcaria de um lacre! Como conseguem complicar tanto? Então corto o lacre com meu alicate de cutícula (tadinho dele).

 

 

Tomo Nesquik e como um sanduíche. Como melhora o meu humor depois de comer! Ai, ai... vamos à mala de novo. Tento de novo do 000 ao 999 e nada!! Eu dou risada sozinha. É nessa mala que está a minha roupa! Na outra só havia sapatos, livros, granola uma única blusa amarela e etc.

Tomo banho e me seco com a milagreira toalha da minha bagagem de mão que minha súper mãe deu-me para tomar o banho que não foi tomado em SP. Depois disso ponho a blusinha amarela com um shorts preto perdido da mala da granola e capoto em minha caminha sem lençóis nem travesseiro.

Até amanhã!



Escrito por nathy_zib às 12h29
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Cheguei!!

Enquanto o avião aterrissa no aeroporto de Salzburg, a primeira visão que tenho é a da fortaleza que nomeia a cidade – Salzburg significa fortaleza de sal. Sua vista é inquietante e demonstra todo o esplendor da cidade em sua primeira vista.

Desço do avião e observo em volta. Observo os Alpes por um momento e percebo que realizo um sonho que há muito já tenho. Depois de me perder em pensamentos, olho para o relógio. Devo ter pressa, já são 18h30 e gostaria de chegar em meu destino antes de o sol se por.

Dirijo-me à esteira para pegar minhas malas, mas elas não aparecem. Então procuro uma funcionária que pede vários dados meus e diz-me que quando souber onde ficarei, eles as enviarão. Tudo bem... sem malas então.

Vou a uma cabine telefônica para ligar para o Brasil e avisar que cheguei bem. Preciso de um cartão. Peço a um taxista onde poderia comprar um cartão telefônico. Ele diz que há uma loja dentro do aeroporto que vende. Vou até lá e peço à vendedora, mas ela tem apenas cartão para celular.

O que faço então? Estou sem malas e sem comunicação. Falo ao taxista numa mistura de inglês com alemão que gostaria de ir à moradia estudantil da qual o médico falou. Onze euros do aeroporto até lá. Entro, vou à recepção, mas não há uma só pessoa para me receber. O estranho é que uma placa informa o horário de funcionamento até as 20h.

Falo com umas moças que moram ali, elas me indicam que um moço que saberia me informar estava saindo do prédio naquele momento. Pergunto a ele sobre minha reserva. “Que reserva?”, diz ele, “você é da organização ‘sei lá eu o nome’?”. E eu “han? Não!”

Bom, enfim. Em minha primeira noite hospedei-me em um hotel que fica perto dessa moradia. Nossa, coitada da recepcionista. Como eu perturbei essa moça. Acho que desci 5 vezes para falar com ela.

Fiquei no quarto 48 do Hotel Markus Sittikus. Tentei ligar para casa. Nada. Fui falar com a recepcionista. “Não consigo ligar”. Ela me explica calmamente como fazer a ligação para o Brasil. Volto ao quarto, tento de novo e nada. Desço e falo com ela. Então ela lembra-se de que justamente nesta semana tanto a internet quanto o telefone de alguns quartos não funcionarão porque estes estão em reforma. Vixe, comecei bem!

Ligo da recepção mesmo. Falo com meu pai e peço que entre em contato com o médico avisando que cheguei. Uma hora depois, quem bate na porta do meu quarto? O médico! Fico tão feliz a ponto de lhe dar um abraço como se fosse um velho amigo fazendo aniversário. Ele me diz que tem a chave do apartamento em que vou ficar. Vamos até lá e fico impressionada. O apartamento é ótimo. Mas, já que paguei o pernoite (droga!), fico no hotel. Tomo um bom banho, e como eu precisava de um. Depois vejo na TV filmes dublados em alemão (imaginem vocês Nicolas Cage falando alemão).

Pego no sono pouco depois das 22h, estou bem cansada. E vamos a mais um dia.

Na foto abaixo estamos meu companheiro de quarto e eu em minha primeira noite na cidade.

 

 



Escrito por nathy_zib às 16h38
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Começando...

Oi a todos!!

Bom gente, é o seguinte... Já expliquei para algumas pessoas porque resolvi fazer um blog. Agora que estou longe, gostaria de dar notícias a todo mundo, então achei esta a maneira mais prática. Como estou cansada hoje, serei breve.

Sejam todos muito bem-vindos e agora vamos às notícias.

Vamos começar pela viagem de avião, é claro. Como eu nunca havia viajado em um avião, eu estava bem ansiosa. Eu só viajaria por praticamente um dia inteiro e faria conexões no maior aeroporto do Brasil (Guarulhos) e depois num dos maiores do mundo (Frankfurt).

Pra quem ainda não pegou avião, aí vai uma dica. Desligue seu celular antes de decolagem. Estava euzinha sentada na janela, com 2 pessoas entre o corredor e eu e tive que pedir à aeromoça pra pegar meu celular na minha bolsa para eu desligá-lo. Falei que a minha bolsa era azul e a coitada abriu a mala da minha vizinha... Depois de desculpas e tudo o mais, estava eu com meu celular desligado. Sei lá por que pedem para desligar o celular, mas vai que o avião exploda...

Quando o primeiro avião decolava em Florianópolis, minhas mãos estavam geladas, o coração acelerado, meu estômago revirado. Enquanto aumentava de velocidade eu pensava “agora ele sobe, agora ele sobe”, mas como demorou a subir aquele negócio! E então subiu, e uma pressão enorme fez a minha cabeça doer, até ele atingir certa altura e eu me recompus.

Como é linda Florianópolis do alto (esqueci a câmera dentro da bolsa de mão e eu não iria pedir pra aeromoça pegá-la por motivos óbvios). O dia estava ensolarado, o que em muito ajudou a tornar a vista magnífica.

Em certa parte da viagem eu comecei a ver uns bolsões de areia no mar e pensei “que estranho, no meio do oceano tem tanta areia assim?”. Eram nuvens...

O pouso foi mais tranquilo que a decolagem, às 14:45, exatamente uma hora após a decolagem. Em Guarulhos eu tive 7 horas entre um voo e o seguinte, o que me deu uma boa folga para conhecer o aeroporto. Levei minha bagagem ao guarda-volumes e de lá fui ver onde eu pegaria o próximo avião. Tive que atravessar o aeroporto e adivinhem, perdi-me pela 1ª vez nessa história toda. Depois de pedir informações e de andar um monte, achei-me de novo. Para descrever o aeroporto, eu diria que se parece com um shopping gigante e caro (um sanduíche natural e um Toddynho custaram-me apenas 14 reais).

Ah, e nem pense em tomar um banho no aeroporto, pois custa apenas 31 reais.

Na hora de imprimir minha passagem, a moça perguntou sobre minha bagagem. Respondi que seria despachada diretamente para o destino. Ela discordou, dizendo-me que eu deveria despachá-la novamente. Que beleza!!! Como vou achar minha bagagem e despachá-la se faltam 2 horas para o voo? Mas ela tinha se enganado (graças a Deus!).

E vamos a mais um voo. Boeing 777. Avião muito bonito e segundo a aeromoça, um dos mais modernos existentes (fiquei feliz por poder ver filmes, um deles chamado “Garotas do calendário” muito bom).

Sentei-me entre duas alemãs - estranhamente parecidas comigo. Ajudei uma delas traduzindo algumas palavras, que, por sorte, eu sabia. Este voo foi super cansativo. 12 horas sem poder deitar, praticamente não dormi. Fui uma das únicas (talvez a única) pessoas que riam durante a viagem. Minha vizinha da direita assistiu ao filme “Recém Chegada”, que tem umas partes muito engraçadas e não abriu um sorrisinho.

Tive a sorte de ter uma crise de rinite no meio da noite. Eu peguei cerca de 40 lenços de papel (sim, eu contei!) no banheiro e usei todinhos. Os outros passageiros devem ter ficado com medo de pegar a gripe A.

Depois de muito espirrar, cheguei em Frankfurt. Peguei minha bagagem de mão e saí. Resolvi fotografar o aeroporto de cima da escada de desembarque. Um homem me chamou lá de baixo e depois eu soube porquê. Umas 40 pessoas esperavam-me em um ônibus para irmos sei lá onde. Tudo bem, fiquei sem a fotografia. Sei lá onde era o lugar das conexões.

Quando chegou a hora de tirar o notebook da bolsa de mão eu não conseguia tirá-lo. Tive que tirar tudo, desde toalha a calcinhas, até conseguir tirar a bagaça do fundo da mala (outro conselho, não entupa sua bagagem de mão).

O último avião foi o que me deixou mais receosa. O avião era feio, coitadinho, de uma tal Tyrolean Airlines. Estava chovendo na hora da decolagem, mas o voo foi bom. Serviram-me um wafer de chocolate que parece Ferrero Rocher em barra! Aquele negócio é muito bom. Guardei a embalagem no bolso para talvez levar alguns pro Brasil.

Depois de uma hora de voo cheguei em Salzburg.

E o resto fica pra depois. Tenho muita coisa pra contar ainda. Estou cansada e com fome.

Beijos a todos!!

 



Escrito por nathy_zib às 12h50
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